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    Home»BRASIL»Braga Netto pede ingresso em graduação à distância para reduzir pena
    BRASIL

    Braga Netto pede ingresso em graduação à distância para reduzir pena

    Foi protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido da defesa do general Walter Braga Netto solicitando autorização para que ele possa cursar uma graduação na modalidade de ensino a distância. A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes e tem como objetivo a remição de parte da pena. O militar foi condenado a 26 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

    No documento enviado ao magistrado, os advogados destacam que o pedido está amparado pelo artigo 126 da Lei de Execução Penal e pela Resolução nº 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que permitem a redução da pena por meio de atividades educacionais realizadas à distância.

    Além disso, a defesa anexou uma lista de cursos de graduação oferecidos pela faculdade Estácio, com duração entre dois e quatro anos, embora não tenha especificado qual formação o general pretende iniciar. Pela legislação vigente, a participação em estudos pode gerar o abatimento de um dia da pena a cada 12 horas de dedicação, ou três dias no caso de trabalho.

    Outro pedido apresentado diz respeito à autorização para a instalação de televisão a cabo na cela onde Braga Netto cumpre pena. Segundo a defesa, o acesso aos canais de notícia garantiria ao general o direito de se manter informado e conectado à realidade social, não havendo impedimento legal para esse tipo de solicitação.

    De acordo com o requerimento, todos os custos relacionados à contratação, instalação — considerando a infraestrutura da unidade militar — e manutenção do serviço de TV a cabo seriam integralmente arcados pelo próprio Braga Netto.

    Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se atende ou não aos pedidos apresentados pela defesa. O general é acusado de atuar como financiador do grupo conhecido como “kids pretos”, que teria planejado atentados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio ministro do STF.

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