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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Bolsonaro pode reduzir pena lendo livros sobre democracia e ditadura
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    Bolsonaro pode reduzir pena lendo livros sobre democracia e ditadura

    2025-11-30T09:23:11-03:000000001130202511

    Condenado a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro pode reduzir a pena com a leitura de livros que abordam temas como democracia, ditadura, racismo e questões de gênero. A medida também vale para outros cinco integrantes do chamado núcleo 1 da trama golpista, presos no Distrito Federal.

    De acordo com a legislação, cada preso que aderir, de forma voluntária ao programa, pode ter a pena abatida em quatro dias a cada livro comprovadamente lido.

    No caso dos condenados que cumprem pena no DF, o tempo máximo para concluir cada leitura é de 21 dias. Depois, os presos precisam escrever um relatório sobre a obra no prazo de até dez dias. O limite para cada custodiado é de 11 livros por ano — o que significa 44 dias de pena reduzida a cada 12 meses.

    A lista de livros utilizados para a redução parcial da pena é elaborada pela Secretaria de Educação do DF, que proíbe obras com qualquer tipo de violência ou discriminação. Entre os títulos permitidos estão:

    ▪️ Admirável mundo novo – Aldous Huxley (1932)
    ▪️ Ainda estou aqui – Marcelo Rubens Paiva (2015)
    ▪️ Canção para ninar menino grande – Conceição Evaristo (2018)
    ▪️ Democracia – Philip Bunting (2024)
    ▪️ Guerra e paz – Liev Tolstói (1869)
    ▪️ Na minha pele – Lázaro Ramos (2017)
    ▪️ Pequeno manual antirracista – Djamila Ribeiro (2019)
    ▪️ Presos que menstruam – Nana Queiroz (2015)
    ▪️ 1968: o ano que não terminou – Zuenir Ventura (1988)

    Para ter acesso ao benefício, contudo, Bolsonaro e os outros presos do núcleo 1 da trama golpista precisam pedir aval ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o magistrado foi o relator do inquérito em que ambos foram condenados.

    Além dos livros que constam na lista da política de redução de pena pela leitura — elaborada por professores de português da Secretaria de Educação do DF — Bolsonaro e outros réus detidos no DF podem sugerir novas obras caso se juntem a clubes do livro dentro das unidades prisionais onde estão presos.

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