A empresa de Vittorio Medioli, prefeito de Betim (MG) que defendeu a separação do Nordeste do Brasil após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) para o petista Lula, já assinou contratos com o atual governo federal que somam mais de R$ 480 milhões. As informações são da agência Folha Press.
Medioli, que após a repercussão de suas convicções separatistas disse ser contra a divisão territorial, é sócio da concessionária Deva Veículos, que desde o início da gestão Bolsonaro, em 2019, recebeu pagamentos de R$ 230 milhões referentes aos contratos com a administração federal.
“Maior parte do valor já reservado no Orçamento da União (empenho, na linguagem técnica) para repasse à Deva, R$ 123 milhões, tem como origem as chamadas emendas do relator. As emendas individuais do presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), renderam empenhos de R$ 7,9 milhões à Deva. Trata-se do parlamentar que mais direcionou emendas a contratos com a empresa”, destacou reportagem da agência de notícias.
O caso que mais chama a atenção é o do maior lote vencido pela Deva, para entrega de 110 caminhões de lixo para a superintendência da Codevasf em Alagoas, no valor de R$ 52 milhões. Nessa disputa o preço máximo aceitável indicado pela Codevasf era de R$ 474.498,18 por veículo. Nesse pregão apenas a concessionária se apresentou, como informou o jornal O Estado de S. Paulo em maio, e acabou levando o contrato pelo montante de R$ 474 mil, ou seja, deu um desconto de apenas 0,1% em relação ao valor máximo.
Contratos da Deva com outros órgão federais na atual administração, como o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), chegaram ao total de R$ 14 milhões. Ainda na gestão Bolsonaro, a empresa soma empenhos de R$ 330 milhões. Depois das emendas de relator, a principal origem dessa verba são as indicações feitas pela bancada do Tocantins (R$ 65 milhões em emendas), seguida pela de Alagoas (R$ 42 milhões).
Fonte – Extra
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