O professor da UFAL e candidato a deputado estadual pelo PT, Basile Christopoulos juntamente de profissionais de enfermagem e outros profissionais da saúde, representantes dos sindicatos das classes em Alagoas se reuniram nesta sexta, 09, e realizaram uma caminhada num ato público em defesa do piso salarial nacional da classe, na orla da Pajuçara, em Maceió.
O grupo protestante além de contar com o apoio de Basile, também contou com deputado federal Paulão também do PT e do atual vice-governador Dr. Wanderley.
Na ocasião, o professor discursou para o público em favor do aumento do piso salarial da categoria. Ele que é doutor em Direito, advogado e professor universitário, diz que a suspensão STF é injusta. “O discurso é sempre o mesmo, se o salário for alto, vai haver desemprego, mas a gente sabe o quanto os grandes grupos têm lucrado com saúde privada. A saúde privada é extremamente lucrativa no Brasil”, destacou.
Durante o ato, representantes dos sindicatos destacaram a importância desses profissionais que tanto lutaram no setor da saúde pública durante toda pandemia. O grupo ressaltou também que a categoria dos enfermeiros foi a que mais sofreu com mortes dos profissionais por contração do vírus em consequência da atuação na linha de frente de combate à COVID-19.
Basile também ressaltou que o piso nacional dos enfermeiros foi uma grande conquista dos trabalhadores e relembrou o desafio da classe, que sofreu com o corte de verbas diante do teto de gastos federal implementado nos últimos cinco anos. Para ele, a decisão da suspensão do aumento do piso salarial representa a desvalorização da profissão de enfermagem.
O candidato finalizou seu discurso pedindo que o grupo contasse com ele nessa luta dos profissionais da saúde e da enfermagem continuem mais valorizados e remunerados, para que a saúde, tanto pública como privada, possa ser ainda melhor no Brasil.
Sobre o piso
Na tarde de hoje, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje por confirmar sua decisão liminar (provisória) que suspendeu a lei que criou o piso nacional da enfermagem.
O caso começou a ser julgado no plenário virtual do Supremo nesta sexta-feira, em sessão marcada para durar até 16 de setembro. Até o momento, Barroso, que é o relator do tema, foi o único a votar.
No voto, Barroso voltou a afirmar que há risco de insolvência pelos estados e municípios, que empregam a grande maioria dos enfermeiros do serviço público. O ministro também justificou a decisão com o risco de demissões em massa e de redução de leitos com o encolhimento do quadro de enfermeiros e técnicos.
Barroso afirmou que a liminar será reconsiderada após a apresentação, no prazo de 60 dias, de mais informações pelos entes estatais e órgãos públicos competentes, bem como das entidades representativas das categorias e setores afetados pela lei.
Fonte – Jornal de Alagoas
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