Alagoas registrou em 2022 um deficit de US$ 205 milhões na balança comercial, o equivalente a R$ 1.072.334.500,00 na cotação da moeda americana de quinta,9. Significa que no período de janeiro a dezembro do ano passado o estado importou mais produtos que exportou. A balança comercial é um indicador importante para a economia, já que revela a situação da região e está diretamente ligado ao Produto Interno Bruto (PIB).
Pelos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDI), as importações de Alagoas (compras de produtos e serviços de outros países) alcançaram a marca de US$ 793 milhões em 2022 e as exportações (vendas de produtos e serviços para outros países), US$ 588 milhões.
Alagoas exporta basicamente dois tipos de produtos: 72% do total são açúcares e melaço e 23% minérios de cobre e seus concentrados. Sem fazer uma análise aprofundada da balança comercial do estado, mas com base na série história de 2011 a 2022 apresentada na plataforma http://comexstat.mdic.gov.br/p… sobre comércio exterior, observa-se que Alagoas sofreu uma redução brusca de 100% no volume de exportações no período – saindo de US$ 1,2 bilhão em 2011 para US$ 600 milhões no ano passado.
Os dados mostram que o maior comprador dos produtos de Alagoas, em 2022, foi a Finlândia, país do norte europeu, responsável por 19% do total exportado, seguido pelo Canadá (12%), Geórgia (11%), Argélia (9,8%), Estados Unidos (8,8%) e Espanha (7,5%). O volume de exportação para a China chegou a 7,3% e apenas 2,7% das exportações do estado foram parar nas mãos dos nossos compatriotas portugueses.
De janeiro a dezembro do ano passado Alagoas importou US$ 783 milhões em produtos, a maioria dos negócios fechada com a China, 40% do total. O estado importou dos Estados Unidos (15%), Chile (7%) e até da Rússia (4% do total). Também foram realizadas compras no Marrocos (3,5%), Argentina (2,8%), Noruega (2,2%) e na Alemanha (2%) em 2022.
Os produtos importados em maior volume são adubos e fertilizantes químicos (17%) para uso na agricultura, produtos da indústria de transformação (4,4%), matérias têxteis (3,9%), hidrocarbonetos e seus derivados (7,1%), sabões e preparações de limpeza e de polimento (2,1%), entre outros.
Fonte – Extra
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