As 42 aves silvestres apreendidas no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Maceió, foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde recebem cuidados intensivos para recuperação.
Os animais foram encontrados em uma mala de viagem, em condições precárias, vítimas de tráfico ilegal. Após o resgate, equipes do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), em parceria com o Ibama, iniciaram um protocolo emergencial para estabilizar as espécies.
Entre as aves estão pintassilgos, canários, azulões, xexéus, caboclinhos, corrupiões, papa-capins, sabiás e exemplares da saíra-sete-cores, considerada ameaçada de extinção e que exige atenção redobrada durante o tratamento.
Segundo os veterinários, o transporte inadequado causou danos físicos e psicológicos aos animais. Muitos chegaram debilitados, exigindo triagem, suporte nutricional e controle de temperatura para recuperação.
O objetivo do Cetas é reabilitar os animais para que possam retornar à natureza. A soltura só ocorre quando as aves recuperam condições de voo e alimentação independente.
Paralelamente, o responsável pelo transporte ilegal das aves responde a processo administrativo e pode sofrer penalidades. A legislação ambiental prevê multas que podem chegar a R$ 5 mil por animal em casos envolvendo espécies ameaçadas, além de sanções criminais por maus-tratos e tráfico de fauna.

