Uma das presenças mais aguardadas no evento de lançamento da pré-candidatura ao Senado também era a do prefeito JHC.
O ato acontece nesta sexta-feira, dia 20, às nove da manhã, no Hotel Ritz Lagoa da Anta, em Maceió.
Fontes informam, desde as primeiras horas, que o prefeito não comparecerá ao evento.
Posição que já havia sido sinalizada em nota enviada à Folha de S.Paulo, de forma sóbria e equilibrada.
Isso porque ainda estão em curso as tratativas sobre seu futuro político para 2026.
Há cenários sendo avaliados, inclusive pelo próprio prefeito e seu grupo político.
As conversas entre o grupo de Arthur Lira e o grupo de JHC continuam acontecendo.
Nada está definido, consolidado ou fechado neste momento do processo político.
A ausência, portanto, não pode ser interpretada como qualquer tipo de rompimento.
Se estivesse presente, o gesto poderia ser lido imediatamente como uma adesão política.
Da mesma forma, o não comparecimento vem sendo apressadamente tratado por alguns como ruptura.
Mas essa leitura ignora o contexto real de diálogo ainda aberto entre as partes.
O movimento, na prática, é de cautela diante de um cenário ainda em construção.
Comparecer agora poderia significar uma sinalização precoce em meio às tratativas em curso.
Há, inclusive, nessas tratativas políticas entre Arthur Lira e JHC, um excesso de especulações.
Há também fake news, versões desencontradas e notícias sem fundamento na imprensa e nas redes.
Muitos tentam se colocar como interlocutores de um processo ao qual não pertencem.
Mas apenas os próprios atores políticos têm poder para decidir os próximos passos.
São eles, e somente eles, que irão conduzir, consolidar ou não qualquer composição futura.
Diante disso, a ausência de JHC deve ser lida como prudência estratégica. Não é rompimento, é apenas o tempo natural da política sendo respeitado.

