Não é difícil identificar quando o presidente Bolsonaro fala e age como um animador de auditório – se dirigindo a sua plateia fidelizada.
Só que isso tem um efeito colateral grave, por envolver camadas da sociedade que ainda se guiam pelo argumento da autoridade (não pela autoridade do argumento).
Agora, por exemplo, o discurso antivacina (disfarçado) do presidente gera a desconfiança desnecessária em torno da única esperança para as populações do mundo inteiro.
São questões como esta, que ocupam até mais espaço na mídia do que seria razoável, que requerem uma posição altiva do presidente da Câmara Federal.
Este é um dos grandes méritos de Rodrigo Maia – embora não seja só isso: rebater os negacionistas de plantão e peitar as propostas obscurantistas saídas do Planalto.
O deputado do DEM do Rio de Janeiro tem sido um freio eficaz nas pautas absurdas do Palácio do Planalto, além de conseguir – com os seus pares – melhorar as propostas governamentais ou atenuar seus efeitos na vida dos cidadãos (caso de reforma da Previdência).
Candidato a sucedê-lo, Arthur Lira precisa mostrar que tem autoridade para se contrapor aos rompantes de insensatez do presidente, impedindo que projetos e ideias prejudiciais ao povo brasileiro prosperem sem o devido contraponto político/institucional.
Ou será assim ou a Câmara Federal, “a Casa do povo”, pode virar um puxadinho do Palácio do Planalto.
A farsa quando se apresenta não deve ser ignorada – precisa ser denunciada.
Fonte – Blog do Ricardo Mota

