Iniciativa reforça a relevância do monitoramento climático contínuo e do planejamento urbano sustentável
Em busca de um futuro mais verde e saudável, Arapiraca avança com uma parceria estratégica entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SMDUMA) e a Universidade de São Paulo (USP). O projeto amplia os estudos sobre o clima urbano do município por meio da instalação de bioindicadores naturais em pontos estratégicos da cidade — como a Ciclovia do Trabalhador.
A planta escolhida para o trabalho é a barba-de-velho, uma bromélia sem raízes que sobrevive pendurada em galhos, absorvendo água e nutrientes diretamente da atmosfera. Por ser altamente sensível à poluição, ela funciona como um termômetro natural da qualidade do ar, revelando a presença de metais pesados e substâncias oriundas da queima de combustíveis.
À frente da pesquisa está Lucas Monteiro, doutorando em Ciência Ambiental pela USP, que atuou diretamente em Arapiraca ao lado da equipe da SMDUMA para investigar os efeitos da arborização urbana na redução da poluição atmosférica.
“Essa é uma pesquisa muito importante para pensarmos os aspectos climáticos aliados à saúde pública e à arborização aqui em Arapiraca”, destacou o superintendente Fellipe Barbosa, ressaltando a relevância da parceria com as universidades para fortalecer o planejamento ambiental e climático da cidade.
O pesquisador também trouxe à discussão a Regra 3/30/300, desenvolvida pelo urbanista holandês Cecil Konijnendijk. O conceito estabelece três metas objetivas para uma arborização urbana eficaz: cada cidadão deve conseguir ver pelo menos três árvores de casa, todo bairro precisa ter no mínimo 30% de cobertura vegetal e nenhum morador deve estar a mais de 300 metros de um espaço verde público.
Com a iniciativa, Arapiraca consolida a integração entre ciência e gestão pública, caminhando em direção a um modelo de cidade que equilibra crescimento urbano, preservação ambiental e qualidade de vida para sua população.

