Os benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que superam o valor de um salário mínimo serão corrigidos em 3,9% a partir do próximo mês. O ajuste atinge aposentadorias, pensões, auxílio-doença e outros pagamentos da autarquia, acompanhando a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano de 2025, índice que mede a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos.
A correção, que segue o ritmo da inflação e não representa ganho real no poder de compra, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (12) e se refletirá nos pagamentos a partir de fevereiro. Com o reajuste, o teto dos benefícios sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55.
Principais pontos do reajuste:
- O novo valor será pago a partir de fevereiro;
- O teto máximo do INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55;
- O salário de benefício e o salário de contribuição não poderão ser inferiores ao novo piso de R$ 1.621,00.
Para benefícios concedidos a partir de fevereiro de 2025, a correção será proporcional ao tempo de recebimento. O aumento de 3,9% é o menor desde 2023, quando o índice aplicado foi de 3,71%. No ano anterior, em 2024, o reajuste havia sido de 4,77%.
Os pagamentos dos benefícios no valor do salário mínimo (R$ 1.621,00) começam no dia 26 de janeiro. Os beneficiários que recebem valores superiores ao piso começarão a receber com o reajuste a partir do dia 2 de fevereiro. A correção integral se aplica aos que já tinham o benefício ativo em 1º de fevereiro de 2025. Para concessões realizadas após essa data, o reajuste inicial será proporcional ao número de meses em que o benefício foi recebido.

