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    Home»MUNDO»Após ofensiva na Venezuela, Trump direciona ameaças a Cuba, México, Colômbia, Irã e Groenlândia
    MUNDO

    Após ofensiva na Venezuela, Trump direciona ameaças a Cuba, México, Colômbia, Irã e Groenlândia

    2026-01-13T13:54:00-03:000000000031202601

    Na sequência da operação militar realizada pelos Estados Unidos contra a Venezuela em 3 de janeiro, o presidente Donald Trump ampliou o tom de confronto diplomático e passou a direcionar ameaças a outros países. Cuba, México, Colômbia, Irã e o território da Groenlândia, vinculado à Dinamarca, tornaram-se alvos de declarações do governo norte-americano nas semanas seguintes ao ataque em Caracas.

    A ofensiva na Venezuela resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Inicialmente justificada como uma ação contra o tráfico internacional de drogas, a intervenção ganhou novos significados após Trump mencionar o interesse no controle das reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo.

    Após o episódio, o presidente norte-americano passou a fazer pronunciamentos públicos envolvendo possíveis sanções, intervenções ou imposições econômicas a outras nações. Cuba foi um dos primeiros alvos citados. Trump afirmou que o país precisaria negociar com Washington ou ficaria sem acesso a recursos energéticos e financeiros, mencionando a antiga relação entre Havana e Caracas. O governo cubano negou a existência de negociações, limitando os contatos bilaterais a questões técnicas de imigração.

    O México também foi mencionado pelo presidente. Trump declarou que pretende intensificar ações contra cartéis de drogas, incluindo operações terrestres em território mexicano. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou ter conversado com Trump e garantido o respeito à soberania do México, afastando a possibilidade de intervenção militar estrangeira.

    Na América do Sul, a Colômbia passou a ocupar um lugar central no discurso do republicano. Trump fez críticas diretas ao presidente Gustavo Petro e associou o país à produção de cocaína. A escalada verbal provocou reações do governo colombiano, que chegou a mencionar a defesa armada da soberania nacional. Dias depois, os dois presidentes conversaram por telefone e sinalizaram a retomada do diálogo diplomático, com previsão de encontro em Washington.

    Outro foco de tensão envolve a Groenlândia. Trump voltou a defender a anexação do território, alegando razões estratégicas e de segurança internacional. Apesar de a ilha ser parte autônoma do Reino da Dinamarca e integrante da Otan, o presidente dos EUA afirmou que não descarta medidas mais duras caso não haja acordo. Autoridades dinamarquesas e groenlandesas reagiram reafirmando compromissos com a aliança militar e alertando para as consequências de qualquer ação unilateral.

    No Oriente Médio, o Irã passou a ser citado em meio a protestos internos contra o governo do país. Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam agir caso houvesse mais mortes de manifestantes. Além disso, anunciou a imposição de tarifas comerciais a países que mantiverem relações econômicas com Teerã, ampliando o cerco econômico ao regime iraniano.

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