A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do medicamento Leqembi para o tratamento da doença de Alzheimer no Brasil. A aprovação foi concedida em 22 de dezembro de 2025 e viabiliza a comercialização da terapia para pacientes diagnosticados com demência em estágio inicial.
O Leqembi é desenvolvido com base no anticorpo monoclonal lecanemabe, que atua na eliminação de placas de proteína beta-amiloide acumuladas no cérebro, estruturas associadas ao processo degenerativo da doença. A administração ocorre por meio de infusão intravenosa, realizada em ambiente clínico supervisionado.
A decisão acontece em um contexto de alta incidência da enfermidade no país. Conforme dados do Ministério da Saúde, mais de um milhão de pessoas vivem atualmente com Alzheimer no Brasil, condição que representa a principal causa de demência entre a população idosa.
A autorização da Anvisa foi fundamentada em resultados de pesquisas clínicas publicadas em 2022, que indicaram uma redução na progressão do declínio cognitivo em pacientes tratados na fase inicial da doença. O medicamento já havia recebido aval para uso nos Estados Unidos em 2023.
Apesar da liberação, especialistas enfatizam que o tratamento não é recomendado para estágios avançados da doença e destacam a importância do monitoramento rigoroso dos pacientes. Também permanecem sob análise questões relacionadas aos efeitos em longo prazo e à viabilidade de incorporação ao sistema de saúde, especialmente no que se refere a custos e critérios de acesso.

