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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Aliado de Lula, Macron comemora queda de Maduro: “Venezuela está livre”
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    Aliado de Lula, Macron comemora queda de Maduro: “Venezuela está livre”

    2026-01-04T14:18:23-03:000000002331202601

    O presidente da França, Emmanuel Macron, surpreendeu o cenário diplomático neste sábado (3) ao celebrar publicamente a queda de Nicolás Maduro. Em uma mensagem publicada em espanhol em suas redes sociais, o mandatário francês — tradicional aliado de Lula em pautas ambientais e democráticas — afirmou que o povo venezuelano está agora “libertado de uma ditadura” e que a França apoiará uma transição pacífica e soberana no país.

    “Ao confiscar o poder e pisotear as liberdades fundamentais, Nicolás Maduro cometeu uma grave afronta contra a dignidade de seu próprio povo. O povo venezuelano só pode se alegrar com isso”, declarou Macron. Apesar do tom comemorativo, o Palácio do Eliseu manteve uma postura cautelosa quanto ao método da mudança, reforçando que “nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora” e que o futuro deve ser decidido pelos próprios venezuelanos, em um aceno velado à intervenção militar direta de Donald Trump.

    A posição de Macron cria um contraste nítido com a reação de Brasília. Enquanto Lula classificou a operação dos EUA como uma “afronta gravíssima à soberania”, o líder francês preferiu focar no fim do ciclo de quase 27 anos do chavismo. Maduro, capturado por forças especiais norte-americanas na madrugada de sábado, já se encontra em Nova York, onde foi indiciado por crimes de narcoterrorismo, uso de armas de guerra e tráfico internacional de cocaína, acusações que podem levá-lo à prisão perpétua.

    A queda do regime abre um novo capítulo para a diplomacia europeia na América Latina. Macron destacou que está em contato com parceiros regionais para garantir a segurança de cidadãos franceses na Venezuela e assegurar que a transição respeite a vontade popular. O alinhamento de Paris com a saída de Maduro, mesmo ocorrendo via uma ação militar controversa de Washington, isola ainda mais o governo brasileiro em sua defesa intransigente da soberania do antigo regime chavista.

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