Entre janeiro e dezembro de 2025, as forças de segurança de Alagoas apreenderam mais de 2,8 toneladas de drogas e retiraram de circulação 1.655 armas de fogo em todo o estado. Os dados refletem a atuação integrada das Polícias Militar e Civil, com foco em ações ostensivas, investigações qualificadas e uso de inteligência policial.
Do total de entorpecentes apreendidos, cerca de 2,2 toneladas correspondem à maconha, 551 quilos à cocaína e 85 quilos ao crack, além de outras substâncias como loló e skunk. As apreensões ocorreram durante abordagens a suspeitos, operações direcionadas, investigações em andamento e a partir de denúncias feitas pela população por meio do Disque-Denúncia 181.
Em comparação com 2024, quando foram apreendidas 1,8 tonelada de drogas, o volume registrado em 2025 representa um aumento de 35,7%. No ano anterior, as apreensões incluíram 1,47 tonelada de maconha, 311 quilos de cocaína e 38 quilos de crack.
De acordo com o Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o mês de setembro apresentou o melhor desempenho da série histórica, superando os índices registrados em anos anteriores. O resultado é atribuído aos investimentos do Governo de Alagoas em tecnologia, monitoramento, capacitação profissional e fortalecimento da inteligência policial.
Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Flávio Saraiva, os números são resultado direto de um modelo de gestão baseado na integração entre as forças e no uso estratégico da inteligência. “Cada arma e cada quilo de droga apreendidos representam vidas salvas e mais segurança para a população alagoana”, destacou.
Em Maceió, uma das ações de maior impacto ocorreu em fevereiro, durante uma operação integrada coordenada pela Chefia Geral de Inteligência Integrada da SSP, em parceria com a Dracco, o Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam) e o Ministério Público de Alagoas.
A operação resultou na apreensão de mais de 210 quilos de drogas, além de sete armas de fogo — incluindo um fuzil — e 1.389 munições. Segundo as investigações, o material pertencia a uma organização criminosa de grande porte, com atuação em outros estados, representando um dos maiores golpes recentes contra o tráfico de drogas na capital.

