Banner
Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    sábado, 2 maio
    Política AlagoanaPolítica Alagoana
    ANUNCIE
    • INÍCIO
    • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
    • BRASIL
    • CIDADES
    • CULTURA
    • ECONOMIA
    • ESPORTE
    • MUNDO
    • Municípios
    • Política
    • SAÚDE
    • Turismo
    Política AlagoanaPolítica Alagoana
    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»STJ julga caso de injúria racial e reacende debate sobre “racismo reverso”
    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    STJ julga caso de injúria racial e reacende debate sobre “racismo reverso”

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa nesta terça-feira (4) um caso que reacende discussões sobre a validade da tese do chamado “racismo reverso”. A 6ª Turma da Corte julgará um recurso apresentado pela defesa de um homem negro acusado de injúria racial contra um italiano branco em Alagoas. O réu busca a suspensão do processo, contestando a possibilidade de que uma pessoa branca possa ser vítima de racismo.

    O episódio ocorreu em Coruripe, onde o acusado teria enviado mensagens ao italiano — casado com sua tia — chamando-o de “cabeça branca, europeu e escravagista”. Segundo a defesa, representada pelo Instituto do Negro de Alagoas, a discussão teria surgido após um conflito comercial. O réu alega ter trabalhado sem receber pagamento e que o italiano não teria cumprido um acordo sobre a cessão de parte de um terreno.

    Posições divergentes na Justiça

    O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) denunciou o caso com base na Lei nº 14.532/23, que equipara a injúria racial ao crime de racismo. A promotoria defende que ofensas ligadas à cor da pele ou origem étnica são condenáveis, independentemente de quem seja o alvo.

    Já a Defensoria Pública da União (DPU) se manifestou contra a aplicação da tese de “racismo reverso”. Segundo o órgão, a Lei nº 7.716/89 — que define os crimes de racismo — foi elaborada para proteger grupos historicamente marginalizados, como a população negra e os povos indígenas.

    Em uma nota técnica divulgada em julho de 2024, a DPU reforçou esse posicionamento:

    “A potencial adoção da tese do ‘racismo reverso’ pelo Poder Judiciário nega que as práticas discriminatórias, segregacionistas e violentas da sociedade brasileira sempre tiveram como foco grupos étnicos-raciais específicos, a exemplo da população negra e dos povos originários.”

    O julgamento do caso pelo STJ pode estabelecer um precedente importante para o entendimento jurídico sobre injúria racial e o conceito de racismo no Brasil. A decisão pode reforçar a visão já consolidada pela jurisprudência ou abrir espaço para novas interpretações sobre crimes raciais no país.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    © 2026 Direitos reservados Politica Alagoana. Desenvolvido por MOBOX TECNOLOGIA

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.