O registro de ameaças de ataque contra unidades de ensino de Alagoas levou à instauração de um comitê permanente de monitoramento – com a participação dos órgãos da segurança pública como a Polícia Civil, Polícia Militar e a Secretaria de Educação – que passaram a acompanhar de perto a movimentação nas redes sociais de possíveis intimidações às escolas.
Se houver alguma denúncia nesse sentido, parte dos órgãos que compõe a Segurança Pública de Alagoas pode ser mobilizado, seja para fazer o policiamento ostensivo ou monitoramento. Nesse caso, a Deic (Divisão Especial de Investigação e Capturas), através da Delegacia de Crimes Cibernéticos, será acionada investigar esses casos, como já vem ocorrendo.
“Depois da situação que houve em São Paulo, a gente já recebeu três casos, dois em Maceió e um no Agreste. Casos que estão com investigação bem adiantadas”, afirma o delegado Sidney Tenório, responsável pela Delegacia de Crimes Cibernéticos, referindo-se ao ataque à escola estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, Zona Oeste da capital paulista, no fim de março.
Naquele dia, a professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas após serem esfaqueadas por um aluno, um adolescente de 13 anos. Já na última quarta-feira (5), o assassinato de quatro crianças dentro de uma creche em Blumenau (SC) provocou consternação.
“Sempre que acontece um caso de repercussão [como esse que ocorreu em São Paulo e, o da última quarta-feira, em Blumenau-SC, com quatro crianças assassinadas],a gente vê esse aumento do número de casos de ameaça. A gente espera agir de forma que as prisões, as identificações e as apreensões de adolescentes façam o efeito reverso, que não adianta se esconder atrás de perfis falsos na internet”, acrescenta Sidney Tenório.
Para acompanhar o andamento de um desses casos de ameaça ocorridos em Alagoas, equipes da Deic voltaram à Escola Estadual Doutora Eunice de Lemos Campos, no Benedito Bentes, parte alta de Maceió. Ouvir professores e a diretoria sobre as ameaças feitas por um adulto e dois adolescentes contra a unidade de ensino devem ajudar a se obter mais detalhes.
Fonte – Extra

