A previsão para os próximos meses é de chuvas dentro ou acima da normalidade para Alagoas. Alguns municípios da região litorânea e Zona da Mata devem sofrer mais com as consequências da chuva, já começando com a quadra chuvosa. Em Maceió, somente nos meses de abril, maio e junho, deve chover 810 mm. Para todo ano, a previsão é de 1.808 mm de chuva.
Com o início da quadra chuvosa sendo antecipada para as primeiras semanas de abril, a Defesa Civil Municipal já está atuando na prevenção nas áreas de maiores riscos na capital.
Para todo ano de 2023, a previsão é de 1.808 mm. Até o momento, os pluviômetros da capital registraram 240mm nestes primeiros três meses. Para os próximos, a previsão é de: abril: 194 mm; maio: 294 mm, junho: 322 mm; julho: 270 mm e agosto: 191 mm.
“O monitoramento meteorológico é ininterrupto. Nosso Centro Integrado de Monitoramento acompanha as previsões e, quando precisa, emite os alertas para a população. Havendo a possibilidade de chuvas fortes, é enviado uma mensagem de texto para os números cadastrados no sistema e a pessoa recebe o aviso ou alerta, dependendo da previsão. Para se cadastrar, basta enviar o CEP da residência para o número 40199 por SMS e automaticamente está cadastrado para receber as mensagens”, afirma a defesa civil de Maceió.
Para Alagoas, a previsão é de chuvas acima da normalidade, principalmente na metade Leste, bons volumes de chuvas no Litoral, Baixo São Francisco, Zona da Mata e Agreste. No Sertão e Sertão do São Francisco nos meses de abril, maio e junho teremos chuvas dentro da normalidade. A climatologista da Semarh, Anna Bárbara, afirmou que a previsão para o trimestre (abril, maio e junho de 2023) indica que os acumulados de chuva ainda podem exceder a média histórica na metade leste de Alagoas. “Na região semiárida de Alagoas (parte do Agreste, Sertão e Sertão do São Francisco), pode chover dentro da normalidade para o período. Lembrando que esta área já se encontra numa condição de seca relativa, segundo a última atualização do Monitor de Secas”.
De acordo com a previsão qualitativa para os próximos três meses, os acumulados de chuva podem chegar a 50% da precipitação média anual, com valores entre 500 mm e 900 mm nas regiões ambientais do Litoral e Zona da Mata. Nas demais regiões, os totais médios históricos de precipitação costumam variar entre 200 mm e 600 mm no decorrer do próximo trimestre.
Segundo dados climatológicos do INMET (1981-2010) e dados compilados pela SEMARH, os valores médios históricos excedem 700 mm nas cidades de Maceió (858,2 mm) e Porto de Pedras (744,9 mm), enquanto os menores acumulados são esperados nos municípios de Palmeira dos Índios (397,7 mm) e Pão de Açúcar (236,3 mm). As informações constam no relatório divulgado mensalmente pela Semarh.
“A previsão climática sazonal sinaliza para a ocorrência de chuvas entre normal a acima da faixa normal climatológica nas regiões ambientais inseridas na metade leste de Alagoas, no decorrer do trimestre AMJ/2023. Nas demais áreas, a previsão indica maior probabilidade de chuva na categoria dentro da faixa normal (em torno da média histórica)”, mostra o relatório.
Apesar da previsão de chuvas acima da média, a climatologista acredita que não haverá episódios como os ocorridos no ano passado.
“Embora a previsão climática ainda sinalize para chuvas de normal a acima da média no leste de Alagoas, nos próximos três meses, é pouco provável que repita o cenário de chuvas observado em 2022. Isso porque saímos de uma condição de La Nina, favorável ao aumento das chuvas no Norte do Brasil, e entramos numa condição de neutralidade em relação a esse fenômeno que chamamos de ENOS (El Nino – Oscilação Sul). A previsão é de que no segundo semestre de 2023 venha a se estabelecer a condição de El Nino (aquecimento anômalo das águas superficiais do Pacífico Equatorial)”, explica.
Nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, choveu acima da média histórica no Litoral (256,5 mm) e Zona da Mata (215,1 mm). Nas demais regiões ambientais do Estado de Alagoas, os acumulados médios de chuva ficaram próximos a ligeiramente abaixo da média histórica. O Sertão do São Francisco foi a região ambiental com o menor valor acumulado de chuva nesse último trimestre.
Fonte – GazetaWeb

