A conta no final do mês não está fechando, deixando 71,2% das famílias alagoanas endividadas. Contudo, com os perrengues, os alagoanos podem ser considerados bons pagadores. Apesar de boa parte da renda comprometida, apenas 22,1% estão com dívidas atrasadas. Os dados, que se referem ao mês de outubro deste ano, são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).
No Nordeste, o estado brasileiro que tem mais dívidas acumuladas é a Bahia (43,7%). Em seguida, vem o Rio Grande do Norte (42,4%) e o Ceará (41,9%). No “ranking dos boletos atrasados”, Alagoas (22,1%) só perde para Piauí (17,9%) e a Paraíba (8,2%).
Fora do Nordeste, as famílias mineiras são as que têm mais dívidas a pagar: 42,2%. Entre os vilões da economia familiar estão o cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa. Quanto aos números nacionais, 79,2% das famílias brasileiras estão endividadas, sendo que 30,3% estão com dívidas em atraso. E o mais alarmante: 10,6% não têm condições de pagar o que devem.
Ainda segundo o estudo, os orçamentos domésticos seguem apertados, principalmente das famílias de menor renda, com o nível de endividamento alto e os juros elevados, que pioram as despesas financeiras associadas às dívidas em andamento. Dados do Banco Central (Bacen) revelam que os juros anuais em todas as linhas de crédito às pessoas físicas atingiram 53,7% em média, em setembro. Nesse contexto, está mais difícil quitar todos os compromissos financeiros. Entre setembro e outubro, a Peic mostrou que o endividamento no consignado teve a primeira alta em cinco meses, com avanço de 0,1 p.p.
Fonte – Extra
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