A defesa de Gilberto Gonçalves (PP), prefeito afastado de Rio Largo e preso pela Polícia Federal, impetrou na noite de ontem, 23, junto ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), um pedido de reconsideração da prisão do político, que se encontra na Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti, em Maceió.
Gonçalves foi preso preventivamente por determinação do desembargador Élio Wanderley de Siqueira Filho, do TRF5, no âmbito da operação Beco da Pecúnia, por suspeita de corrupção e para que não atrapalhasse as investigações.
“Impetramos o pedido de reconsideração junto ao próprio desembargador [Élio Wanderley de Siqueira Filho]. Isso é um pedido na qual nós da defesa demonstramos que houve equívoco da Polícia Federal na prisão do Gilberto”, explica o advogado Fábio Gomes.
Ainda de acordo com o advogado, no pedido que tramita em segredo de Justiça, são “mostradas algumas provas e explicações ao desembargador que os fundamentos para a prisão não existem e nem nunca existiram. E ao final pedimos para ele reconsiderar a prisão”.
No momento da prisão, Fábio Gomes chegou a categorizar a prisão de GG pela Polícia Federal como um “ato midiático”. “Recebemos a notícia [da prisão] com muita surpresa porque o pedido de prisão preventiva, que já tinha sido proposto anteriormente, havia sido indeferido pelo desembargador relator [da Justiça Federal]. A PF promoveu um ato midiático. Desde o começo era isso que queriam, um troféu”, criticou o defensor.
GG está afastado do cargo. Sua esposa, Cristina Gonçalves assumiu o comando da cidade. O EXTRA publicou com exclusividade o relatório de investigação elaborado pela Polícia Federal sobre o repasse de recursos ilícitos ao prefeito.
Conforme a PF, havia ilegalidades nas contratações e pagamentos realizados pelo município de Rio Largo, em favor de duas pessoas jurídicas, para aquisições de material de construção, peças e serviços para veículos, que teriam recebido do citado município o valor aproximado de R$ 20 milhões.
Fonte – Extra
#politica #politicaalagoana

