Na política, cada um continua na sua e longe, muito longe, de qualquer aproximação. Mas a pandemia cobra sua conta e chama os principais líderes de Alagoas à responsabilidade – mais uma vez.
Renan Filho e JHC. Alexandre Ayres e Pedro Madeiro. Governador do Estado, prefeito da capital e seus secretários de saúde sentam na manhã desta sexta-feira (26), no Palácio dos Palmares, para tratar da gestão da Covid-19 no Estado e, principalmente, Maceió.
Será a primeira reunião de trabalho, de fato, entre governo e prefeitura, desde a posse de JHC. O objetivo é fazer uma análise da situação da Covid-19 em Maceió, em função da alta no número de novos casos e a partir daí dividir o “fardo” para o bem e para o mal.
No encontro, Renan Filho e JHC vão tomar decisões conjuntas sobre funcionamento de setores da economia e a fiscalização. E vão além. Na pauta, a capacidade dos hospitais para atender os novos casos de Covid-19, a necessidade de ampliar a contratação de leitos e o trabalho conjunto para tentar conter o avanço do novo coronavírus no Estado
Não será, anote, uma reunião de cobrança, mas um encontro para avaliação e tomada de decisões conjuntas. O que se espera, a partir daí, se seguidas recomendações técnicas, é o aperto da fiscalização tanto da prefeitura quanto do Estado.
Se o governador e o prefeito escutarem a “ciência”, devem promover medidas que restrinjam aglomerações e a circulação de pessoas. Mas tudo indica que os dois devem optar por manter tudo aberto, com regras mais rígidas e fiscalização mais dura. A conferir.
Brasil em colapso
Até esta quinta-feira (25), Alagoas tinha no acumulado 129.917 casos confirmados e 2.969 óbitos de Covid-19. No ritmo atual, o Estado passa dos 130 mil casos e 3 mil óbitos até o final do mês. A situação, hoje, é de estabilidade, mas tem preocupado – e muito – as autoridades de saúde.
Se os casos continuarem aumentando, mesmo após os “apelos” que serão feitos por prefeitura e governo, o caminho será voltar a fechar setores da economia.
A possibilidade de fechamento aqui existe sim, embora mais distante que a maioria dos Estados
Alagoas tem 830 leitos exclusivos para Covid-19, dos quais 55% estão ocupados. No auge da pandemia, o Estado chegou a ter mais de 1.500 leitos, com mais de 80% de ocupação. Mantida essa situação, não será preciso fechar mais nada.
Em caso de agravamento, com risco de colapso na rede de saúde, o lockdown pode ser necessário por aqui também.
Em reportagem desta quinta-feira, o G1 traz levantamento sobre a capacidade dos Estados para tratamento de pacientes com Covid-19. A maioria está no limite.
Veja o quadro:
SC – Estamos entrando em colapso, diz secretário de saúde de Santa Catarina
TO – Ocupação de leitos passa de 80% no Tocantins
RO – Secretário diz que todos os leitos de UTI para Covid estão ocupados
RS – Secretária de saúde fala em possível esgotamento de vagas nas UTIs
BA – Bahia tem restrição total de atividades não essenciais e secretário alerta para colapso
CE – 91% dos leitos de UTI no Ceará estão ocupados e 170 cidades têm risco altíssimo
PB – Paraíba adota toque de recolher
MA – Taxa de ocupação dos leitos chega a mais de 80% em São Luís
SE – Governador de Sergipe não descarta toque de recolher
RN – ‘Natal e Região Metropolitana estão com rede de saúde colapsada’, diz governadora
PR – Hospitais de Curitiba têm fila e secretária de Saúde fala em ‘avalanche de casos
Fonte – Blog do Edivaldo Júnior

