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    Home»BRASIL»PGE dá “puxão de orelha” no Gabinete Civil por contratos tardios de shows juninos em AL
    BRASIL

    PGE dá “puxão de orelha” no Gabinete Civil por contratos tardios de shows juninos em AL

    Uma série de despachos recentes da Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas (PGE/AL) expôs uma falha crônica na engrenagem administrativa do Palácio República dos Palmares.

    O órgão de controle jurídico deu um contundente “puxão de orelha” no Gabinete Civil do Governador Paulo Dantas após constatar que o Estado executou contratos de shows artísticos para os festejos juninos no interior antes mesmo de obter o devido aval legal.

    As publicações foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) na edição desta terça-feira (7).

    Os processos tratam da contratação direta, por meio de inexigibilidade de licitação, de atrações de peso para municípios como Matriz do Camaragibe e São Luís do Quitunde. 

    O problema central é o cronograma da burocracia: os eventos e as apresentações artísticas ocorreram em pleno São João, nos dias 23 e 24 de junho, mas toda a instrução processual e o envio dos documentos para a análise da PGE só foram realizados de forma tardia, após as festas já terem acontecido.

    Diante do cenário de “fato consumado”, a Procuradora-Geral do Estado precisou recorrer ao princípio jurídico da “convalidação” para regularizar a situação e evitar prejuízos ainda maiores ao erário e a terceiros. 

    No entanto, o remédio jurídico veio acompanhado de advertências rígidas.

    Para que os pagamentos sejam devidamente liberados, a PGE impôs condições severas ao Gabinete Civil, que terá de apresentar uma robusta prestação de contas. 

    A pasta será obrigada a comprovar formalmente que os artistas de fato subiram ao palco, cantaram e cumpriram as agendas nas datas previstas.

    Entre as atrações que aguardam a regularização documental dessa despesa já incorrida estão nomes conhecidos do público local e regional, como as bandas Forró do Muído, Joyce Tayná, Wallas Arrais, Liene Show, Andrielly Souza, Samira Show e Tarcísio Viturino.

    Além das exigências de comprovação, a PGE fez questão de blindar o ordenamento administrativo para que a prática não vire rotina no governo estadual. 

    No texto dos despachos, o órgão deixou registrado expressamente que a excepcionalidade aplicada a este caso “não constitui precedente” para que a administração estadual continue a executar contratos antes da análise jurídica prévia.

    Fonte: Cada Minuto

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