A Justiça determinou que a operadora Hapvida autorize e realize, de forma imediata, um procedimento vascular de urgência em um paciente de 89 anos, internado em estado gravíssimo no Hospital Maceió (HMAC). A decisão judicial estipula o prazo de duas horas para a liberação da angioplastia e trombectomia bilateral, essenciais para tratar uma isquemia crítica nos membros inferiores. O magistrado estabeleceu multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, além de exigir o fornecimento de todos os materiais, órteses e insumos necessários, sem qualquer impedimento administrativo ou financeiro.
A família relata que o paciente, Osman Tenório de Holanda, aguardava a autorização há mais de 48 horas, período durante o qual o quadro clínico evoluiu para uma condição de risco iminente de morte. Segundo a nora do paciente, Ana Carolina, houve uma sucessão de falhas, incluindo a falta de materiais necessários mesmo após a ordem judicial. A defesa sustenta que a demora na liberação, supostamente ligada ao alto custo do tratamento e à idade do paciente, resultou em um agravamento severo que chegou a colocar a amputação bilateral como possibilidade, medida rejeitada pelos familiares.
O prontuário médico indica que o paciente está intubado e em ventilação mecânica, apresentando complicações sistêmicas graves. Em nota, a operadora informou que o procedimento está autorizado e que o paciente segue recebendo assistência multiprofissional na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com acompanhamento contínuo das equipes médica e de enfermagem. A empresa ressaltou seu compromisso com a segurança e o acolhimento, mantendo-se à disposição da família. Enquanto isso, o caso segue sendo monitorado pelo Judiciário para assegurar o cumprimento integral da decisão e a proteção da vida do segurado.

