A morte de um cachorro da raça husky siberiano, em Maceió, comoveu moradores da capital e reacendeu a discussão sobre os impactos dos fogos de artifício com estampido. Segundo a tutora, a empreendedora Carla Luiza Rozendo, o animal, chamado Nicky, de três anos, ficou extremamente agitado durante o jogo da seleção brasileira na última sexta-feira (20), devido ao intenso barulho de fogos no bairro Santa Lúcia.
De acordo com Carla, o comportamento do cão foi incomum. Assustado com os estampidos, Nicky teria acessado uma área do jardim onde entrou em contato com uma planta tóxica conhecida como abacaxi roxo. Pouco tempo depois, o animal começou a apresentar sintomas como vômitos e diarreia. Mesmo após ser levado a uma clínica veterinária no domingo (22), ele não resistiu e morreu horas depois.
Abalada, a tutora decidiu compartilhar a história nas redes sociais para conscientizar a população sobre os efeitos dos fogos barulhentos em animais e pessoas sensíveis. Ela relatou ter recebido diversos depoimentos de famílias que enfrentam dificuldades semelhantes durante períodos de grande uso de fogos de artifício.
Carla também defendeu o reforço da fiscalização e da punição para quem descumpre as regras relacionadas ao uso desses artefatos. Além dos animais, ela destacou que crianças autistas, idosos, recém-nascidos, gestantes e outras pessoas com sensibilidade auditiva também sofrem com os efeitos provocados pelos estampidos.

