O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o processo eleitoral brasileiro deste ano funcionará como um teste central para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, meça a eficácia de sua estratégia de influência política na América Latina. No fim de 2025, a gestão norte americana divulgou sua nova Estratégia de Segurança Nacional, recolocando a região como prioridade absoluta de Washington e resgatando conceitos históricos da Doutrina Monroe para conter o avanço de potências como Rússia e China no continente.
Sob o chamado Corolário Trump, a diretriz atualizada busca frear a presença de concorrentes globais em solo latino americano. Integrantes do governo brasileiro consideram que a eleição presidencial na Colômbia, que terá o segundo turno realizado em 21 de junho, funcionará como um termômetro inicial do grau de engajamento da Casa Branca nas disputas locais. Na última terça feira (2), inclusive, Trump declarou apoio público ao candidato colombiano de ultradireita Abelardo de la Espriella por meio de suas redes sociais.
Apesar da atenção voltada ao país vizinho, interlocutores do Planalto entendem que o pleito brasileiro possui um peso estratégico muito maior para os norte americanos. O Brasil se destaca não apenas pelo tamanho de seu território e de sua população, mas por suas imensas reservas de terras raras e minerais críticos essenciais para a indústria tecnológica global, como o nióbio, tornando a disputa política nacional o principal cenário de disputa geopolítica.

