É uma questão que está suscitando polêmica na comunidade cultural, pois há um grande movimento para retirar o nome do ex-governador alagoano da principal via de acesso a Maceió, sob alegação de ele teria perseguido afrodescendentes e mandado destruir terreiros de candomblé em Maceió, em 1912, no episódio conhecido como “Quebra de Xangô”.
Defendem tal versão algumas instituições oficiais, como Defensoria Pública e Ministério Público, políticos e integrantes do Poder Judiciário, a exemplo do desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo.
O historiador Fernando Gomes contesta isso com veemência:
“Está ocorrendo um equívoco histórico importante, que pode configurar um erro que será muito difícil de ser sanado, no presente e no futuro. Estão caracterizando sem ter uma base quanto a isso.”
Segundo o historiador, “Fernandes Lima lutou contra a escravidão, escreveu, foi um intelectual portentoso. Era amigo do diplomata, político e escritor Joaquim Nabuco e também do jornalista José do Patrocínio, líderes do movimento abolicionista que resultou na Abolição da Escravatura no Brasil”.
A palestra de Fernando Gomes sobre Fernandes Lima é aberta ao público e pode até proporcionar um saudável debate com os que desejam punir o ex-governador com a retirada de homenagens ao seu nome.
Por Flávio Gomes de Barros
