A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou apoio público à soberania do Pix após o sistema de pagamentos eletrônicos ser alvo de questionamentos por autoridades dos Estados Unidos. O debate ocorre no âmbito de discussões comerciais que envolvem a possibilidade de um tarifaço contra produtos e serviços do Brasil. Em nota oficial, a entidade financeira ressaltou que o Pix constitui uma infraestrutura pública de pagamento, e não um produto comercial, possuindo um modelo totalmente aberto e não discriminatório que permite a ampla participação de instituições nacionais e estrangeiras.
Segundo a Febraban, as críticas e pressões do governo americano decorrem de uma compreensão incompleta sobre os objetivos reais e o funcionamento da ferramenta criada pelo Banco Central. A federação das instituições financeiras expressou otimismo de que esclarecimentos técnicos prestados pelo BC ajudem a sanar de vez as dúvidas levantadas por Washington. O posicionamento do setor bancário nacional ocorre após a plataforma ser citada em investigações comerciais do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, que avalia supostas práticas desleais de mercado pelo Brasil.
A entidade máxima dos bancos reforçou que o Pix estimula a concorrência saudável e a inclusão financeira de milhões de cidadãos, reduzindo custos operacionais para pessoas físicas e jurídicas. O sistema brasileiro consolidou se como o principal meio de transações no país, movimentando trilhões de reais mensalmente. A federação destacou que possui boas expectativas para a audiência pública internacional agendada para o dia 6 de junho, onde o tema será oficialmente debatido.

