O senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias reagiram publicamente à operação deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda feira (1º) contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB), pertencente à empresária Karina Gama. Ela é sócia da produtora Go UP, responsável pelo longa metragem Dark Horse, que aborda a trajetória do ex presidente Jair Bolsonaro. A ação policial investiga supostas fraudes em um contrato de 108 milhões de reais firmado entre a ONG e a prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de internet sem fio em vias públicas.
Durante uma agenda política realizada em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro comentou o caso e expressou preocupação com as reais motivações da ação das autoridades. O senador afirmou que espera que o grupo não esteja sendo vítima de perseguição política ou de uma pescaria probatória. O parlamentar ressaltou que, se há necessidade de investigar irregularidades em um contrato assinado anos atrás, os responsáveis devem prestar os devidos esclarecimentos, mas reforçou que a apuração não possui absolutamente nenhuma relação com a produção do filme.
O deputado federal Mário Frias também se posicionou de forma firme e divulgou uma nota em defesa da empresária envolvida no caso. Frias garantiu que Karina Gama não ficará sozinha no processo, classificando a produtora como humilde, honesta e trabalhadora. O deputado afirmou confiar irrestritamente nela, alegou que a empresária está sendo usada de forma política e reiterou que o contrato firmado com a gestão do prefeito Ricardo Nunes para a instalação de 5 mil pontos de wi fi é um assunto totalmente desconexo do documentário cinematográfico.
