O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta sexta feira (22) que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve permanecer preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Contudo, o magistrado determinou que o executivo seja transferido de volta para a sala de estado maior onde cumpria a pena antes de ser enviado para uma cela comum após a rejeição de sua proposta de delação premiada pela corporação.
A defesa do banqueiro havia solicitado a sua transferência para a Papudinha, estabelecimento prisional que abriga condenados pelos atos de 8 de janeiro, alegando melhores condições estruturais. Apesar do pedido dos advogados, o ministro negou a ida para o presídio e assegurou a permanência no espaço especial na superintendência. Vorcaro foi preso em março deste ano na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e uma tentativa de compra irregular da instituição pelo Banco Regional de Brasília.
Para fundamentar a sua decisão, André Mendonça levou em consideração um parecer emitido pela Procuradoria Geral da República, órgão que ainda mantém negociações ativas com o empresário para um possível acordo de colaboração. A PGR argumentou que a manutenção do executivo em uma carceragem comum trazia riscos severos de exposição midiática e vulnerabilidade física para o investigado. O ministro destacou que o alojamento especial fica no mesmo complexo de custódia, não gerando prejuízo operacional ou logístico para a Polícia Federal.

