Embora o nome do futuro candidato a presidente da Câmara Federal pelo grupo de Rodrigo Maia ainda não esteja definido, a aliança partidária firmada é bastante expressiva e democrática.
São onze legendas, que vão da direita à esquerda, todas com suas representações no Legislativo, o mais plural entre todos os poderes: DEM, PSDB, MDB, PSL, Cidadania, PT, PSB, PDT, PCdoB, PV e Rede.
Isso não significa que a vitória esteja assegurada – para Baleia Rossi ou Aguinaldo Ribeiro -, mas a aliança é fruto de uma negociação onde todos perdem e/ou ganham um pouco – é a essência da atividade política.
Do outro lado, com Arthur Lira, estão o PP, o PSD, o PL, o Avante e o Republicanos, legendas com uma identidade única e exclusiva – são partidos de direita.
Só que Lira tem um eleitor que pode decidir a disputa: Bolsonaro, que comanda a máquina pública, negociada com seus novos amigos de infância.
A presença do presidente na eleição da Câmara Federal ajuda Lira, mas também atrapalha junto aos deputados que preferem uma Casa independente – na base do “cada qual no seu quadrado”.
Fonte – Blog do Ricardo Mota

