Profissionais da limpeza urbana de vários estados brasileiros realizaram uma paralisação nacional de 24 horas para reivindicar avanços nas condições de trabalho e pressionar a classe política. Conhecidos pelo papel essencial na manutenção da saúde pública nas cidades, garis e margaridas decidiram cruzar os braços como forma de alerta para a falta de valorização de uma categoria que soma cerca de 1,1 milhão de trabalhadores em todo o território nacional.
A principal bandeira da mobilização é a aprovação do projeto de lei que institui o piso salarial nacional da categoria, fixado no valor de R$ 3.036. A proposta já foi votada e aprovada na Câmara dos Deputados, mas o texto segue aguardando deliberação no Senado Federal, ainda sem uma previsão clara de quando será incluído na pauta de votações. O impasse no Congresso Nacional tem gerado insatisfação e motivado os sindicatos locais a intensificarem os protestos nas capitais.
Além do piso salarial, os trabalhadores exigem o pagamento de adicional de insalubridade de 40%, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a ampliação de direitos sociais fundamentais, como assistência médica e fornecimento de cesta básica. O impacto da paralisação foi sentido em grandes centros urbanos, demonstrando a dependência do serviço diário, como ocorre em Salvador, onde quatro mil profissionais são responsáveis por recolher 65 toneladas de resíduos das ruas todos os dias.

