O Ministério Público de Alagoas realizou, nesta quarta-feira (14), uma inspeção nas obras do programa Renasce Salgadinho, em Maceió, para avaliar as condições ambientais, urbanísticas e de saneamento do sistema implantado na região do Riacho Salgadinho.
A fiscalização contou com a participação dos promotores de Justiça Alberto Fonseca e Jorge Dória, além de técnicos da Prefeitura de Maceió, do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e do Instituto para Preservação da Mata Atlântica.
A força-tarefa visitou o trecho final do Riacho Salgadinho, onde foram executadas intervenções urbanísticas e paisagísticas, além de estações elevatórias instaladas no Vale do Reginaldo, incluindo a principal unidade responsável pela filtragem dos efluentes.
Segundo o promotor Alberto Fonseca, o sistema apresentou funcionamento compatível com o planejamento inicial, mas seguirá sendo acompanhado pelos órgãos de fiscalização.
“Notamos que o sistema está operante, conforme o que foi planejado, mas o acompanhamento se dará de forma constante, tendo em vista a necessidade de checar a operacionalidade e a manutenção dos equipamentos em todo o sistema”, afirmou.
De acordo com técnicos do município, em períodos sem chuva o efluente passa por tratamento nos chamados “jardins filtrantes”, onde plantas específicas auxiliam na remoção da matéria orgânica presente no líquido. Após esse processo, o material é bombeado até o sistema de disposição oceânica da BRK.
Para impedir que o efluente chegue diretamente ao mar, foram instaladas comportas na região da foz do riacho. Já em períodos de chuva intensa, devido ao aumento do volume de água, as comportas são abertas e o efluente segue diretamente para o oceano sem passar pelo sistema de filtragem.
A fiscalização faz parte do acompanhamento contínuo realizado pelo Ministério Público sobre a operação e manutenção das estruturas do Renasce Salgadinho.

