A produção cinematográfica Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex presidente Jair Bolsonaro, alcançou cifras impressionantes que a colocam em um patamar financeiro superior ao de grandes obras do cinema mundial. Com um orçamento estimado em 24 milhões de dólares, aproximadamente 134 milhões de reais, o longa metragem possui um custo de produção que ultrapassa 15 dos últimos 20 vencedores do Oscar de Melhor Filme. A comparação revela a magnitude do investimento em uma obra biográfica nacional com pretensões globais.
De acordo com investigações publicadas pelo Intercept Brasil, o financiamento da obra teria sido articulado pelo senador Flávio Bolsonaro junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex CEO do Banco Master. Estima se que cerca de 62 milhões de reais tenham sido repassados para a produção entre fevereiro e maio de 2025, antes de uma interrupção nos fluxos de pagamento. O valor total do projeto supera o orçamento de filmes premiados e de enorme repercussão crítica, como Parasita, Moonlight e Nomadland, evidenciando o vulto dos recursos mobilizados para a cinebiografia.
O montante astronômico aproxima Dark Horse de grandes produções de estúdios hollywoodianos, gerando um debate intenso sobre a viabilidade e os interesses por trás de tamanha arrecadação privada. Com estreia prevista para o dia 11 de setembro deste ano, o filme se torna um dos lançamentos mais polêmicos e caros da história recente ligada a figuras políticas brasileiras. Enquanto a defesa alega se tratar de um investimento legítimo em entretenimento, a oposição questiona a origem e a finalidade de valores que destoam da realidade média do mercado audiovisual do país.

