O diretório do partido Novo no Paraná classificou como “precipitadas” as críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao áudio vazado envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (14), a legenda afirmou que as declarações de Zema “geraram ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas” e ressaltou que posicionamentos públicos desse tipo deveriam passar por alinhamento prévio com a convenção nacional do partido.
A repercussão começou após Zema afirmar, na quarta-feira (13), que as cobranças feitas por Flávio Bolsonaro a Vorcaro para viabilizar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seriam “imperdoáveis” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.
O governador mineiro se referia ao áudio divulgado pelo The Intercept Brasil, no qual Flávio aparece solicitando recursos ao banqueiro. Segundo as informações divulgadas, o financiamento poderia chegar a US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões.
As declarações provocaram reação entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Integrantes da ala bolsonarista acusaram Zema de oportunismo político e de tentar ganhar espaço dentro da direita visando a disputa presidencial de 2026.
Entre os críticos, o senador Rogério Marinho (PL-RN) chamou o governador de “oportunista”, enquanto o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que Zema teria “se afundado de vez” com a publicação.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também comentou o caso e afirmou que Zema estaria “querendo crescer” politicamente com o episódio.
Em meio à repercussão, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) também entrou no debate e cobrou posicionamentos de adversários políticos, citando o senador Sergio Moro (PL-PR) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR) sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro.

