Alagoas atravessa uma transformação estrutural em seus indicadores de criminalidade. Em 2013, o estado viveu seu auge de violência com mais de 2.200 homicídios e uma população carcerária de apenas 4,3 mil pessoas. Hoje, o cenário inverteu: as mortes violentas recuaram para menos de mil ao ano, enquanto o número de detentos ultrapassou a marca de 15 mil. Para o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, Diogo Teixeira, existe uma correlação direta entre o controle rigoroso do sistema prisional e a pacificação das ruas.
A redução na média diária de mortes, que caiu de 6,2 para 2,4, acompanha um crescimento de 570% no encarceramento em menos de duas décadas. Esse avanço foi impulsionado pela ampliação de vagas iniciada na gestão de Renan Filho e intensificada no governo Paulo Dantas. Recentemente, a inauguração de novas unidades, como a Cadeia Pública Manoel Messias, reforçou a estrutura para presos provisórios. Além da quantidade, o perfil mudou: cerca de 80% da população carcerária atual é composta por condenados, reflexo de uma maior celeridade do sistema de justiça e do uso de processos virtuais.
O fortalecimento da Polícia Penal, com armamentos modernos e treinamento, garantiu que o Estado retomasse o comando das unidades, neutralizando a comunicação de organizações criminosas. Diogo Teixeira sustenta que o monitoramento eficaz dos presos impacta diretamente a criminalidade externa. Alagoas, que antes liderava o ranking de violência no Brasil, agora aposta na integração entre inteligência policial, investimentos em tecnologia e uma política de tolerância zero para manter a trajetória de queda nos índices de violência.
Fonte: Blog Edvaldo Júnior

