O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu manter a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, em decisão proferida nesta sexta feira (8). A investigada é acusada pela Polícia Civil de agredir violentamente uma empregada doméstica de 19 anos, que está no sexto mês de gestação. O crime ocorreu no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, e causou forte indignação pública. Carolina foi capturada em Teresina, no Piauí, na última quinta feira e agora deve ser transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM) na capital maranhense.
Além da empresária, a Justiça também manteve a prisão preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos. Ele é suspeito de ter auxiliado a patroa durante a sessão de tortura contra a vítima, Samara Regina. A defesa de Carolina tentou converter a prisão em regime domiciliar, alegando questões processuais, porém o pedido foi prontamente negado pelo tribunal. Durante o depoimento oficial prestado à Polícia Civil, a empresária optou por exercer o direito constitucional ao silêncio, limitando se a responder apenas perguntas básicas sobre sua qualificação pessoal.
O caso segue sob investigação da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi. A gravidade dos fatos, envolvendo o estado de vulnerabilidade da gestante e a participação de um agente de segurança pública, tem acelerado os trâmites judiciais para garantir a segurança da vítima e a ordem pública. A transferência de Carolina para o sistema prisional de São Luís marca uma nova etapa no processo, enquanto os investigadores buscam reunir mais provas sobre a dinâmica das agressões e possíveis outros envolvidos no ato criminoso.

