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    Home»BRASIL»Acordo garante retomada de obras de saneamento em três cidades de Alagoas; entenda
    BRASIL

    Acordo garante retomada de obras de saneamento em três cidades de Alagoas; entenda

    O Ministério Público Federal articulou uma solução conjunta para viabilizar a retomada de obras de esgotamento sanitário que estavam paralisadas nos municípios de São Brás, Belo Monte e Delmiro Gouveia. A medida busca impedir o despejo de resíduos sem tratamento no Rio São Francisco e ampliar a proteção à saúde pública das populações atendidas.

    A iniciativa é conduzida pelo procurador da República Érico Gomes em parceria com o Ministério Público de Alagoas. O trabalho reúne diferentes órgãos estaduais e a concessionária Águas do Sertão em busca de uma solução definitiva para os problemas estruturais enfrentados pelos municípios.

    Durante as discussões, foram definidas responsabilidades técnicas e financeiras entre os envolvidos, com o objetivo de destravar os empreendimentos e garantir a continuidade das obras de saneamento básico nas cidades afetadas.

    Os entraves estão relacionados a antigos convênios firmados com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que resultaram em estruturas deterioradas e obras interrompidas ao longo dos anos. A expectativa é que a articulação permita recuperar os sistemas e reduzir os impactos ambientais provocados pelo descarte irregular de esgoto.

    Raio-X do descaso

    Embora as cidades enfrentem o mesmo contexto de abandono, o estágio das estruturas varia:

    Belo Monte: A concessionária já trabalha na compatibilização de projetos. O plano, apresentado em 2025, foca no aproveitamento parcial do que já foi construído.

    São Brás: É o cenário mais preocupante. Apesar do alto percentual de execução, o longo tempo de abandono exige uma reavaliação rigorosa da rede para saber o que ainda funciona.

    Delmiro Gouveia: A situação é promissora. O município aguarda apenas o aval técnico da Caixa Econômica Federal para iniciar a licitação, com previsão de laudo para o fim de maio.

    Urgência ambiental e social

    A atuação do MPF não é apenas burocrática; ela atende a uma demanda ambiental crítica.

    Segundo o órgão, a força-tarefa “busca evitar a continuidade do lançamento de efluentes sem tratamento no Rio São Francisco, além de garantir melhores condições ambientais e de saúde pública para a população das cidades afetadas”.

    Prazos e próximos passos

    A reunião definiu um ultimato para o planejamento das obras. Em um prazo de 60 dias, a Secretaria de Governo (Segov), a Seinfra e a Águas do Sertão devem entregar um relatório técnico detalhado.

    Este documento precisará conter:

    1. Levantamento de estruturas aproveitáveis;
    2. Análise orçamentária atualizada;
    3. Indicativo concreto de medidas para concluir os sistemas.

    O acompanhamento do caso ocorrerá por meio de procedimentos específicos que monitoram o impacto ambiental. Para quem deseja acompanhar os processos, seguem os registros:

    • São Brás: 1.11.001.000002/2011-11
    • Delmiro Gouveia: 1.11.001.000158/2018-78
    • Belo Monte: 1.11.001.000141/2023-88
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