A estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT) de apostar em palanque duplo nas eleições estaduais de 2026, já adotada em Pernambuco e agora desenhada no Maranhão, pode também se consolidar em Alagoas. Nos bastidores políticos, cresce a avaliação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá manter alianças simultâneas com diferentes grupos políticos no estado para evitar rupturas e ampliar sua base de apoio local.
No Maranhão, o PT oficializou o vice-governador Felipe Camarão como pré-candidato ao governo estadual, mas sem romper pontes com o governador Carlos Brandão, aliado histórico do petismo. A estratégia busca garantir que o partido mantenha influência no estado independentemente do resultado eleitoral, além de deixar candidatos ligados à legenda livres para alianças regionais.
O movimento é semelhante ao que já ocorre em Pernambuco, onde o presidente Lula mantém interlocução tanto com aliados históricos do PSB quanto com setores petistas que defendem candidatura própria. Em Alagoas, o cenário também aponta para uma composição ampla, especialmente diante da aproximação do governo federal com grupos políticos distintos ligados ao ex-prefeito de Maceió, JHC e ao senador Renan Filho.
A avaliação é de que o PT deverá evitar um alinhamento exclusivo em Alagoas, repetindo o modelo de palanque múltiplo para preservar alianças estratégicas no Nordeste. A movimentação também influencia diretamente a disputa pelo Senado e a formação das chapas majoritárias para 2026.

