A USTR prevê concluir até julho o relatório que investiga práticas comerciais brasileiras consideradas desleais pelo governo de Donald Trump. A apuração, iniciada em julho de 2025, pode resultar em sanções contra o Brasil, conforme os prazos legais desse tipo de investigação.
Entre os pontos analisados, três têm maior destaque: o sistema de pagamentos Pix, a produção de etanol e o avanço do desmatamento ilegal. Na avaliação dos Estados Unidos, esses fatores poderiam gerar desequilíbrios nas relações comerciais entre os dois países.
No caso do Pix, o governo norte-americano argumenta que o modelo brasileiro cria um ambiente desfavorável para empresas de pagamentos eletrônicos como Visa e Mastercard. Isso ocorreria, segundo a análise, devido ao papel do Banco Central como operador e regulador do sistema.
Outro ponto sensível envolve o etanol anidro. Os EUA alegam que tarifas brasileiras teriam reduzido drasticamente as exportações do produto norte-americano para o Brasil, ao mesmo tempo em que o mercado americano segue como principal destino do etanol brasileiro.
Além disso, o relatório também inclui preocupações com o desmatamento ilegal, falhas na fiscalização anticorrupção, proteção insuficiente à propriedade intelectual e políticas tarifárias. As possíveis medidas contra o Brasil podem ser adotadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que permite a aplicação de tarifas e restrições comerciais.

