Desde o dia 19 de março, o banqueiro Daniel Vorcaro está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, e trabalha para concluir uma proposta de delação premiada ainda nesta semana.
Segundo as informações, a intenção é que o material seja entregue à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início de maio. Em seguida, o acordo deverá ser encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para análise e eventual homologação.
No período em que está preso, Vorcaro tem mantido uma rotina intensa de reuniões com sua equipe jurídica. Os encontros ocorrem durante a semana, das 9h às 17h, dentro da própria unidade da PF.
Mesmo após ter enfrentado uma infecção urinária, o banqueiro não teve suas reuniões interrompidas. A única pausa ocorreu em um intervalo de cinco dias, quando a PF suspendeu as visitas devido a uma dedetização e a um feriado.
A condução das negociações da delação está a cargo do advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca. Um dos filhos dele, também advogado, participa das reuniões e auxilia na interlocução com o cliente.
Além disso, o advogado Sérgio Leonardo, amigo de Vorcaro, também integra a equipe. Ele é responsável por colaborar na organização da logística das visitas e encontros realizados na prisão.
De acordo com as informações apuradas, a delação deve envolver a citação de políticos, empresários e agentes do mercado financeiro supostamente ligados ao esquema investigado. O banqueiro também pretende devolver valores significativos como parte do possível acordo.

