O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com irritação durante uma entrevista exibida neste domingo (26/4), ao ser questionado sobre um trecho de um manifesto atribuído ao homem que tentou invadir o jantar do qual o republicano participava na noite de sábado (25/4). No texto, o autor faz acusações graves contra o mandatário.
O documento, obtido pela CBS e lido durante o programa 60 Minutes, afirma: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor lave minhas mãos com seus crimes”. O texto teria sido enviado por e-mail a familiares minutos antes do ataque por um homem identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. No conteúdo, ele também critica o governo dos Estados Unidos e pede perdão à família pelo que pretendia fazer.
Ao ouvir a leitura do trecho, Trump interrompeu a entrevista e respondeu de forma contundente:
“Eu sabia que você leria isso, porque vocês são pessoas horríveis. Sim, ele escreveu isso. Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém. Eu não sou pedófilo. Você leu essa besteira escrita por um doente? Fui associado a várias coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado”, disse à jornalista Norah O’Donnell.
Em outro momento, o presidente voltou a criticar a postura da entrevistadora:
“Eu li o manifesto. Ele é um doente. Mas você deveria ter vergonha por ler isso. Isso não deveria estar sendo exibido no 60 Minutes. Você é vergonhosa. Vamos terminar a entrevista”, afirmou, interrompendo repetidamente a jornalista, que tentou esclarecer que as declarações eram do atirador.
O episódio ocorreu durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Hilton Washington, em Washington D.C. O evento foi interrompido após disparos serem ouvidos do lado de fora. Agentes do Serviço Secreto retiraram Trump, a primeira-dama Melania e outras autoridades do local por segurança.
Cole Tomas Allen foi identificado como o autor dos tiros, acabou preso no hotel e permanece sob custódia. Segundo investigações preliminares, ele teria como alvo o presidente e membros do alto escalão do governo presentes no evento.
De acordo com autoridades, o suspeito saiu de Los Angeles, passou por Chicago e seguiu até Washington. As armas utilizadas teriam sido adquiridas nos últimos dois anos.
No manifesto, Allen descreveu angústia e raiva momentos antes do ataque:
“É horrível. Dá vontade de vomitar e chorar por tudo o que eu queria fazer e nunca vou fazer. Sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez”, escreveu.
Trump classificou o autor como “uma pessoa doente” e um “lobo solitário”, além de afirmar que o texto continha “ódio aos cristãos”.
Fonte: Metrópoles.

