Mesmo após o episódio que resultou na morte de Thawanna da Silva Salmazio, de 31 anos, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, teve sua promoção ao posto de soldado oficializada nesta sexta feira (17). A publicação no Diário Oficial ocorre exatas duas semanas após o disparo efetuado em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. Yasmin, que ocupava a função de Soldado PM 2ª Classe enquanto atuava como estagiária da corporação, passa agora a ser enquadrada como Soldado PM, formalizando sua efetivação dentro do estágio previsto para novos integrantes.
A promoção é considerada um trâmite administrativo de conclusão de etapa para quem ingressou na Polícia Militar em janeiro de 2025, após aprovação em concurso público no final do ano anterior. No entanto, o caso ganha repercussão devido ao afastamento da policial de suas funções operacionais desde o dia 3 de abril, data do incidente. Na ocasião, Yasmin participava de um estágio supervisionado, fase em que os alunos já realizam atividades práticas nas ruas antes de concluírem o ciclo total de formação da instituição, que possui duração de dois anos.
De acordo com as informações da Polícia Militar, a policial não utilizava câmera corporal no momento da ação em que efetuou o disparo contra Thawanna. O uso dos equipamentos de gravação é um dos pontos centrais das investigações que apuram as circunstâncias da morte. Enquanto o processo administrativo e o inquérito policial seguem em andamento para esclarecer a conduta da agente na zona leste, a formalização de sua patente segue o cronograma burocrático da corporação para os cadetes que cumprem as fases teóricas e práticas do curso de formação básica.

