O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) um acordo de cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano. A trégua, segundo ele, foi firmada após negociações com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou ter mantido “excelentes conversas” com os líderes dos dois países para viabilizar o acordo temporário. A previsão é que o cessar-fogo tenha início às 17h (18h no horário de Brasília) desta quinta.
O entendimento foi resultado de uma reunião entre representantes de Israel e do Líbano realizada na terça-feira (14), em Washington. O encontro contou com a mediação do secretário de Estado, Marco Rubio.
Trump também informou que orientou o vice-presidente, JD Vance, além de autoridades militares norte-americanas, a atuarem diretamente nas negociações para alcançar uma solução duradoura para o conflito. “Foi uma honra para mim ajudar a resolver nove guerras ao redor do mundo, e esta será a décima”, declarou.
Do lado libanês, Joseph Aoun afirmou que a trégua pode representar um passo importante para negociações mais amplas entre os dois países. Ele destacou a necessidade de interromper a escalada de violência no sul do Líbano e proteger civis, incluindo mulheres e crianças, além de evitar a destruição de vilas e comunidades.
O cessar-fogo também é visto como uma das condições do Irã para avançar em possíveis acordos de paz com os Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.
Apesar do avanço diplomático, o líder do grupo Hezbollah, Naim Qassem, criticou as negociações e pediu ao governo libanês que suspenda as tratativas. Segundo ele, dialogar com Israel é “inútil” e não atende aos interesses do país.
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, ao menos 2.167 pessoas morreram desde o início dos ataques, em 2 de março, enquanto mais de 7 mil ficaram feridas. O Hezbollah também realizou ofensivas contra o território israelense no período.

