O caso que chocou a população de Rio Largo em março deste ano teve uma mudança drástica de rumo. Após uma investigação detalhada, a Polícia Civil de Alagoas descartou a ocorrência de um suposto estupro coletivo e indiciou a jovem de 18 anos, que figurava como vítima, pelo crime de denunciação caluniosa. A decisão foi anunciada pela delegada Zenilde Pinheiro, responsável pelo inquérito, após a jovem confessar que inventou toda a história sobre o crime e o cárcere privado.
A investigação utilizou provas digitais extraídas dos celulares dos acusados e depoimentos de diversas testemunhas que tiveram contato com a jovem no período em que ela alegava estar presa. Imagens de segurança também mostraram encontros voluntários que contradiziam a versão inicial. Confrontada com as evidências, a jovem admitiu que as acusações de que teria sido atacada por oito homens e obrigada a consumir drogas eram falsas. Diante da confissão, a ex-cunhada e o ex-namorado da jovem, que estavam detidos preventivamente, devem ter a liberdade concedida pela Justiça.
A jovem agora responderá por denunciação caluniosa, crime considerado grave por acionar indevidamente o aparato estatal e acusar inocentes. A pena para essa conduta pode variar de dois a oito anos de reclusão, além de multa. A delegada reforçou que o rigor na apuração foi essencial para evitar uma injustiça irreparável contra os envolvidos. O desfecho traz alívio às famílias injustamente acusadas, mas acende um alerta sobre as consequências legais de relatos falsos às autoridades policiais na região metropolitana de Maceió.

