A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió definiu, nesta terça feira (14), a manutenção do suplente Pastor João Luiz na cadeira deixada pelo vereador Thiago Prado (PP). A medida foi fundamentada em um parecer técnico da Procuradoria da Casa, que orientou o estrito cumprimento da ordem de diplomação estabelecida pela Justiça Eleitoral para o pleito vigente. Com isso, o Legislativo municipal busca dar segurança jurídica à composição da bancada enquanto durar o afastamento do titular para o exercício de cargo no Executivo.
A definição ocorre em meio a um embate interno entre suplentes do Progressistas. O caso ganhou novos contornos após a quarta suplente, Maria das Graças da Silva Dias, protocolar um requerimento formal solicitando sua convocação imediata para o cargo. No centro da disputa está a alegação de que candidatos posicionados anteriormente na lista de suplência teriam incorrido em infidelidade partidária ao mudarem de sigla, o que, na visão da requerente, deveria alterar a ordem de prioridade na convocação pela Câmara.
Em nota oficial, a Câmara Municipal esclareceu que, embora tenha recebido e analisado o pedido, não cabe ao Poder Legislativo julgar méritos relativos à fidelidade partidária. A Casa ressaltou que tais controvérsias e seus efeitos sobre os mandatos eletivos são de competência exclusiva da Justiça Eleitoral. Portanto, até que haja uma sentença judicial em contrário, a Câmara garantiu que seguirá a lista oficial de diplomação, mantendo o Pastor João Luiz no exercício do mandato e assegurando que a instituição atuará rigorosamente dentro de seus limites legais e institucionais.

