A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não exerce a função de cuidador formal, sendo apenas alguém de confiança da família.
Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes na noite dessa segunda-feira (13), os advogados explicaram que a presença de Eduardo Torres tem como finalidade prestar apoio doméstico ao ex-presidente, especialmente nos momentos em que Michelle não estiver em casa.
Segundo o documento, Carlos Eduardo é considerado irmão de criação de Michelle — filho de sua madrasta —, o que justificaria o grau de proximidade e confiança com a família. A defesa ressaltou que essa relação já é consolidada há anos.
Os advogados também destacaram que Eduardo Torres auxilia Bolsonaro desde 2018, após a tentativa de homicídio sofrida pelo então candidato, acompanhando a família em períodos de recuperação e no cotidiano doméstico.
A manifestação foi apresentada depois que Moraes solicitou esclarecimentos sobre as qualificações profissionais de Eduardo para autorizar sua atuação como cuidador durante o período de prisão domiciliar.
Na decisão de 6 de abril, o ministro apontou que o pedido não trouxe comprovação de formação técnica, como enfermagem ou área correlata, mencionando apenas o vínculo familiar com a esposa do ex-presidente.
Até o momento, o pedido da defesa ainda não foi analisado pelo ministro.

