Dias depois de Melania Trump negar qualquer ligação com Jeffrey Epstein, uma ex-modelo brasileira passou a fazer acusações públicas contra ela e o presidente Donald Trump, a quem chamou de “pedófilo”.
No sábado (11), as declarações foram publicadas em uma conta no X atribuída a Amanda Ungaro, de 41 anos. Nas mensagens, ela afirma que pretende “expor tudo” o que sabe sobre o casal, alegando conhecê-los há décadas.
Em uma das postagens, Ungaro escreveu que iria “derrubar um sistema corrupto” e que não tinha medo das consequências, sugerindo que possui informações comprometedoras sobre Melania e seu marido. Em outra publicação, afirmou conhecer a primeira-dama há cerca de 20 anos e mencionou episódios pessoais, incluindo a suposta presença de Melania em momentos de sua vida familiar.
As mensagens surgiram nos comentários de um vídeo em que Melania nega qualquer relação com Epstein, divulgado na quinta-feira (9). Após a repercussão, o perfil foi arquivado e as postagens acabaram sendo apagadas.
Amanda Ungaro foi casada com o empresário italiano Paolo Zampolli, amigo de longa data de Donald Trump e atual enviado especial dos Estados Unidos para parcerias globais. Ele também é apontado como responsável por apresentar Melania ao então empresário, anos atrás.
De acordo com o jornal El País, Ungaro e Zampolli frequentaram eventos com o casal Trump, incluindo festas em Mar-a-Lago e cerimônias na Casa Branca, com registros dessa convivência compartilhados ao longo do tempo nas redes sociais.
Após o fim do relacionamento, em 2023, os dois passaram a disputar na Justiça a guarda do filho adolescente. Em junho do ano seguinte, já casada com um médico brasileiro, Ungaro foi detida junto com o companheiro sob suspeita de irregularidades envolvendo uma clínica de cirurgia plástica — acusações que ela nega.
Segundo o The New York Times, Zampolli teria procurado um alto funcionário do serviço de imigração dos EUA para solicitar a deportação da ex-mulher, o que ele também nega. A medida teria relação com a disputa pela guarda do filho.
A ex-modelo permaneceu por mais de três meses em centros de detenção migratória, relatando condições precárias, como superlotação. Posteriormente, foi transferida para outra unidade e, ao final do processo, deportada ao Brasil sem seus pertences.
De volta ao país, Ungaro afirmou ter enfrentado isolamento e abalo emocional. Além das questões legais, ela também acusa o ex-companheiro de ter mantido um relacionamento abusivo durante os anos em que estiveram juntos.

