O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta sexta feira (10) novos dados sobre o trabalho doméstico com vínculo formal no Brasil, revelando um cenário de estabilidade e valorização salarial. Segundo o levantamento baseado no eSocial, o setor conta atualmente com 1.302.792 vínculos ativos. Embora o volume de registros tenha apresentado uma leve oscilação para baixo em relação ao ano anterior, a remuneração média real dos trabalhadores subiu de R$ 1.949,06 para R$ 2.047,92, refletindo um ganho no poder de compra da categoria.
O perfil do setor continua sendo majoritariamente feminino, com as mulheres ocupando 88,64% das vagas formais. No recorte por funções, os serviços gerais lideram o número de contratos, seguidos por babás e cuidadores de idosos. Um dado relevante é a remuneração de ocupações especializadas: motoristas de passeio recebem, em média, R$ 3.142,17, enquanto enfermeiros domésticos alcançam a maior média salarial do painel, chegando a R$ 4.813,10. Quanto à escolaridade, a maioria dos profissionais já possui o ensino médio completo, e a faixa etária predominante está entre 40 e 59 anos.
Geograficamente, a concentração do emprego doméstico formal segue o eixo econômico do país, com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro liderando o ranking de contratações. No Nordeste, Bahia e Pernambuco apresentam os maiores volumes de registros. O Ministério destaca que ainda persistem desigualdades regionais significativas, com os estados do Sul e Sudeste apresentando médias salariais superiores às registradas no Norte e Nordeste, acompanhando as disparidades estruturais do mercado de trabalho nacional.

