O mercado financeiro brasileiro viveu uma sexta feira (10) de marcas históricas e forte otimismo. O dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,011, atingindo o menor valor desde abril de 2024 e aproximando se da barreira psicológica dos R$ 5,00. No mesmo ritmo, o Ibovespa registrou seu nono pregão consecutivo de alta, avançando 1,12% para fechar aos 197.324 pontos. Com este resultado, a bolsa de valores nacional acumula ganhos de quase 5% na semana e renova seu recorde histórico de fechamento, impulsionada pelo apetite global por risco.
Analistas apontam que o principal motor dessa valorização é o expressivo fluxo de capital estrangeiro. Dados do Banco Central indicam uma entrada líquida de mais de 29 bilhões de dólares em investimentos de carteira no último ano, o que fortalece o real e impulsiona as ações das empresas brasileiras. Além disso, o cenário de juros elevados no Brasil, reforçado por um IPCA de março ligeiramente acima do esperado (0,88%), mantém o país atrativo para investidores internacionais que buscam rentabilidade em mercados emergentes, consolidando o bom desempenho das exportações de commodities.
No plano internacional, o alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuiu para a estabilidade dos preços do petróleo e reduziu a busca defensiva pela moeda americana. O barril do tipo Brent fechou estável, na casa dos 95 dólares, enquanto investidores monitoram as negociações diplomáticas entre potências mundiais. Esse ambiente externo mais calmo, somado à solidez dos indicadores domésticos, cria um ciclo favorável para os ativos brasileiros, colocando a bolsa de valores na rota dos inéditos 200 mil pontos ainda para este semestre.

