A Defesa Civil Estadual apresentou, nesta quinta-feira (9), o Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil para a quadra chuvosa de 2026. A reunião contou com a presença de autoridades da segurança pública, gestores municipais e representantes da imprensa, e foi realizada no auditório da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).
A estratégia, que será executada entre abril e agosto, aposta no uso de tecnologia e no monitoramento em tempo real para reduzir os impactos das chuvas, que devem ser mais intensas na primeira metade do período. A atuação será integrada, envolvendo diferentes órgãos do governo: a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) ficará responsável pelas previsões meteorológicas, enquanto a Defesa Civil repassará alertas antecipados aos municípios. Já áreas como Assistência Social e Planejamento atuarão no suporte às famílias atingidas.
Um dos destaques do plano é o sistema Defesa Civil Alerta (DCA), que envia avisos diretamente para celulares de moradores em áreas de risco. Segundo o coordenador-geral da Defesa Civil, coronel Moisés Melo, a ferramenta permite alertar a população com antecedência sobre eventos extremos e orientar a busca por locais seguros previamente definidos.
Outra frente importante é o uso de drones para mapear áreas vulneráveis e acompanhar fenômenos como erosões, a exemplo do que ocorre em Jequiá da Praia. O estado já dispõe de três equipamentos próprios e incentiva os municípios a adotarem a tecnologia.
De acordo com a Semarh, a quadra chuvosa deve começar oficialmente em 15 de abril. As regiões da Zona da Mata, Litoral, Baixo São Francisco e Agreste continuam sendo as mais suscetíveis a ocorrências. Rios como Mundaú, Paraíba, Jacuípe e São Miguel serão monitorados continuamente por meio de 29 estações telemétricas.
A previsão indica dois cenários distintos ao longo do período: um primeiro momento com maior volume de chuvas e maior risco de eventos extremos, seguido por uma fase de redução das precipitações, que também exige atenção devido ao possível impacto no abastecimento após o período chuvoso.
Atualmente, Alagoas conta com cobertura praticamente total de monitoramento em municípios com histórico de alagamentos. São utilizadas estações meteorológicas, pluviômetros automáticos e sistemas hidrológicos que permitem acompanhar, em tempo real, o nível dos rios e prever possíveis transbordamentos com base em dados anteriores. O sistema também conta com o apoio do radar meteorológico da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
O coordenador Moisés Melo destacou que os avanços na prevenção têm contribuído para a redução de ocorrências mais graves, como mortes por enchentes e deslizamentos. Segundo ele, o trabalho contínuo de preparação e a integração entre os órgãos são fundamentais para minimizar os efeitos dos desastres.
O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) também já concluiu seu plano de atuação para o período. A corporação reforçou sua estrutura com novas embarcações, motos aquáticas e apoio do grupamento aéreo. De acordo com o comandante-geral, coronel Verçosa, as unidades foram distribuídas estrategicamente em áreas mais vulneráveis, garantindo maior rapidez na resposta às ocorrências.

