Uma comitiva formada por importantes lideranças da bancada governista no Congresso Nacional entregará, na noite desta quarta feira (08), o relatório paralelo da CPMI do INSS ao ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento é fruto de investigações sobre os inquéritos da chamada Farra do INSS e do caso Master, que apuram um esquema de fraudes bilionárias. O grupo, composto pelos deputados Paulo Pimenta, Alencar Santana, Rogério Correia e Lindbergh Farias, além dos senadores Randolfe Rodrigues e Tereza Leitão, fará a entrega presencial do calhamaço que detalha as irregularidades.
O relatório pede formalmente o indiciamento do ex presidente Jair Bolsonaro e de outras 129 pessoas. Segundo o texto, o esquema teria atingido cerca de 5 milhões de aposentados e pensionistas em todo o país, gerando prejuízos vultosos aos cofres públicos e aos beneficiários. Além do ex mandatário, a lista de pedidos de indiciamento inclui o senador Flávio Bolsonaro, o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que é apontado pelos investigadores como o principal operador logístico das fraudes no órgão previdenciário.
O documento já foi previamente apresentado à Polícia Federal e agora chega ao STF para reforçar as investigações sob relatoria de André Mendonça. A estratégia da base governista é garantir que as conclusões do relatório paralelo tenham peso jurídico e ajudem a acelerar as punições aos envolvidos. A entrega do relatório marca um novo capítulo no embate político e jurídico sobre a gestão do INSS nos últimos anos, expondo uma rede complexa de lobby e manipulação de dados que, de acordo com os parlamentares, drenou recursos fundamentais da seguridade social brasileira.

